Oi, povo!
Hoje é um dia muito especial pra mim: Dia das Mães! Calma. Não estou grávida, não tenho filho; mas tenho uma mãe MUITO especial. E quando eu digo que é muito, é porque é muito mesmo.
Às vezes dizem que amor de mãe pra filho é incondicional... que só saberemos quando formos mães também. Só que seguinte: o amor que tenho pela minha mãe, não há como mensurar... não consigo sequer imaginar um amor maior, e falo sério. Cuidamos muito uma à outra, às vezes sou tão chata quanto uma mãe nos seus momentos protetores, sacas?
Sempre me dei bem demais com minha mãe. Quando criancinha, nunca apanhei... o máximo que aconteceu foram uns tapas por fazer arte e olhe lá. Quando eu fazia algo errado (numa época eu era uma peste..), minha mãe conversava muito comigo, como se eu fosse gente grande, e me fazia entender o quanto eu estava errando. Eu chorava muito, como se tivesse levado uma surra. Pensava, pensava e pensava. Chegava à conclusão que ela estava certa. E lá ia a Camila pedir desculpas e assumir o erro. Assim eu aprendi: a não cometer várias vezes o mesmo erro, a ser humilde, a saber pedir desculpas, a pensar nos outros. Devo meus valores todinhos à minha mãe. Não é nada fácil criar uma criança com educação e na base da conversa. E acho que está cada vez mais difícil...
Amadureci muito cedo. Com 15 anos, quando todas as meninas estavam no auge da adolescência, me deparo com a pior notícia que eu poderia ter tido na vida: minha mãe estava doente, estava com câncer, foi submetida à cirurgia de emergência, ficou entre a vida e a morte durante 1 semana na UTI. E a minha cabeça, como ficou?! O único pensamento que eu tinha era que eu não podia perder minha mãe. Não tinha porque. Nos demos sempre tão bem, ela sempre foi uma pessoa tão boa, sempre ajudou tanto os outros... porque estava sofrendo agora? Eu sabia que nada ia acontecer, mas não queria ver ela sofrendo. Queria sofrer no lugar dela. Mas sei que assim, ela sofreria ainda mais. Passei por tudo ao lado dela, presente quase todas as horas do dia, sem deixar ela saber o que ela tinha tido, por um mês... pq ela acabou tendo uma infecção generalizada e eu sabia que, se ela descobrisse que tinha operado do câncer, ela não teria forças pra lutar no momento, estava fraca. Segurei firme a barra, sabia que sairíamos dessa. Saímos... graças à Deus. Quatro meses depois, foi uma nova luta para retirar a colostomia, de novo uma complicação grave, e aconteceu tudo de novo... mas novamente saímos vitoriosas. Depois foi quimioterapia, e, finalmente, a cura. Isso tudo há 8 anos atrás.
Hoje, olhando pra trás, eu nem sei explicar de onde surgiram forças. Eu era uma criança praticamente, sem experiência em nada, sem entender muita coisa do que tava acontecendo, sem saber pra onde correr, afinal... meu porto seguro sempre foi minha mãe. Tive forças pra lutar por nós duas, porque tinha absoluta certeza de que sairíamos bem dessa situação. Pra dar essa força, só um amor incondicional mesmo. Amor de mãe e filha, amor que certamente é de outras vidas, outros tempos.. forte demais. Nem penso duas vezes: sempre que posso estou junto da minha mãe, não quero perder um segundo.. só quem já quase perdeu sabe o que é isso.
Agradeço muito por isso tudo, por saber aproveitar e dar valor. Cada dia estamos mais unidas, mais amigas, mais tudo! Minha mãe é a pessoa mais importante da minha vida, é quem me ensinou a ser quem sou hoje, é quem me mostrou os caminhos que devo seguir, quem me mostrou que nem sempre vamos vencer, mas que não importa o resultado: temos que sair de cabeça erguida sempre.
Agradeço muito a minha mãe por estar construindo dentro de mim, hoje, a mãe que serei no futuro: se for metade do que ela é pra mim, tenho certeza que farei minha filha (o) mto feliz!!
PARABÉNS PELO TEU DIA, Mãe!
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