domingo, 6 de junho de 2010

Ah... o amor.

Sabes que é amor, quando o coração bate diferente, descompassado, ansioso, à espera. Sabes que é amor quando não pensas em mais nada. Sabes que é amor quando consegues relevar faltas graves, ou até mesmo pênaltis. Sabes que é amor... porque é amor quando é difícil de esquecer, quando insiste em voltar, quando as lembranças te remetem... ao que sempre foi amor, e tu tentou esconder, te iludir, deixar de lado. Mas no fundo tu sabes que é amor.
Sabes que é amor quando tu sofres por ele, afinal, quando é qualquer outro sentimento, pode excluir facilmente da tua vida quem te faz sofrer; quando é amor... não! Tu encontras mil desculpas para não te afastar, mesmo que sofra. Pensas ser impossível viver sem a companhia, sem o carinho, sem o sentimento que te transforma. E realmente transforma. Tu sempre disseste que amor nenhum te deixaria boba ou em segundo plano. Disseste até realmente amar, até realmente sentir que quando é amor, não estar perto sufoca. Sufoca a ponto de não saber o que fazer, que rumo seguir. Sufoca, deixando de lado a razão... ficando à mercê do sentimento, que, muitas vezes te torna ignorante.
Sabes que é amor, quando não pensas em mais ninguém ao teu lado. Sabes que é amor, quando morre de vontade de passar momentos com uma só pessoa. Sabes que é amor quando lembra do passado e revive cada segundo.
Sabes que é amor, quando tens que escolher... escolher entre ser livre e viver para tua felicidade, ou ser escrava de um amor sem futuro, e que ainda assim... é muito amor.

domingo, 9 de maio de 2010

Dia das mães!

Oi, povo!

Hoje é um dia muito especial pra mim: Dia das Mães! Calma. Não estou grávida, não tenho filho; mas tenho uma mãe MUITO especial. E quando eu digo que é muito, é porque é muito mesmo.

Às vezes dizem que amor de mãe pra filho é incondicional... que só saberemos quando formos mães também. Só que seguinte: o amor que tenho pela minha mãe, não há como mensurar... não consigo sequer imaginar um amor maior, e falo sério. Cuidamos muito uma à outra, às vezes sou tão chata quanto uma mãe nos seus momentos protetores, sacas?

Sempre me dei bem demais com minha mãe. Quando criancinha, nunca apanhei... o máximo que aconteceu foram uns tapas por fazer arte e olhe lá. Quando eu fazia algo errado (numa época eu era uma peste..), minha mãe conversava muito comigo, como se eu fosse gente grande, e me fazia entender o quanto eu estava errando. Eu chorava muito, como se tivesse levado uma surra. Pensava, pensava e pensava. Chegava à conclusão que ela estava certa. E lá ia a Camila pedir desculpas e assumir o erro. Assim eu aprendi: a não cometer várias vezes o mesmo erro, a ser humilde, a saber pedir desculpas, a pensar nos outros. Devo meus valores todinhos à minha mãe. Não é nada fácil criar uma criança com educação e na base da conversa. E acho que está cada vez mais difícil...

Amadureci muito cedo. Com 15 anos, quando todas as meninas estavam no auge da adolescência, me deparo com a pior notícia que eu poderia ter tido na vida: minha mãe estava doente, estava com câncer, foi submetida à cirurgia de emergência, ficou entre a vida e a morte durante 1 semana na UTI. E a minha cabeça, como ficou?! O único pensamento que eu tinha era que eu não podia perder minha mãe. Não tinha porque. Nos demos sempre tão bem, ela sempre foi uma pessoa tão boa, sempre ajudou tanto os outros... porque estava sofrendo agora? Eu sabia que nada ia acontecer, mas não queria ver ela sofrendo. Queria sofrer no lugar dela. Mas sei que assim, ela sofreria ainda mais. Passei por tudo ao lado dela, presente quase todas as horas do dia, sem deixar ela saber o que ela tinha tido, por um mês... pq ela acabou tendo uma infecção generalizada e eu sabia que, se ela descobrisse que tinha operado do câncer, ela não teria forças pra lutar no momento, estava fraca. Segurei firme a barra, sabia que sairíamos dessa. Saímos... graças à Deus. Quatro meses depois, foi uma nova luta para retirar a colostomia, de novo uma complicação grave, e aconteceu tudo de novo... mas novamente saímos vitoriosas. Depois foi quimioterapia, e, finalmente, a cura. Isso tudo há 8 anos atrás.

Hoje, olhando pra trás, eu nem sei explicar de onde surgiram forças. Eu era uma criança praticamente, sem experiência em nada, sem entender muita coisa do que tava acontecendo, sem saber pra onde correr, afinal... meu porto seguro sempre foi minha mãe. Tive forças pra lutar por nós duas, porque tinha absoluta certeza de que sairíamos bem dessa situação. Pra dar essa força, só um amor incondicional mesmo. Amor de mãe e filha, amor que certamente é de outras vidas, outros tempos.. forte demais. Nem penso duas vezes: sempre que posso estou junto da minha mãe, não quero perder um segundo.. só quem já quase perdeu sabe o que é isso.

Agradeço muito por isso tudo, por saber aproveitar e dar valor. Cada dia estamos mais unidas, mais amigas, mais tudo! Minha mãe é a pessoa mais importante da minha vida, é quem me ensinou a ser quem sou hoje, é quem me mostrou os caminhos que devo seguir, quem me mostrou que nem sempre vamos vencer, mas que não importa o resultado: temos que sair de cabeça erguida sempre.

Agradeço muito a minha mãe por estar construindo dentro de mim, hoje, a mãe que serei no futuro: se for metade do que ela é pra mim, tenho certeza que farei minha filha (o) mto feliz!!

PARABÉNS PELO TEU DIA, Mãe!

sábado, 1 de maio de 2010

O que realmente é a arte de fazer música...

Bem provável que a cantora jamais veja isso... mas, mesmo assim, registrarei.

Ontem foi o show da Maria Rita aqui em Porto Alegre. Muitos anos que tenho vontade de ir a um show dela, porém, nunca consegui conciliar com outros compromissos. Esse ano, prometi pra mim mesma que iria de qualquer forma, nem que deixasse pra trás algum compromisso.

Sou muito crítica e exigente com tudo na minha vida: trabalho, estudos, amor, família e, inclusive, gosto musical. Não consigo gostar de quem apenas canta. Pra mim, música é muito mais que isso. Música tem que envolver, cativar, se fazer entender, remeter a lembranças, marcar momentos. Todos os momentos das nossas vidas têm trilha sonora. E isso me toca muito!

Ontem, no show da Maria Rita, fiquei encantada; essa é a palavra que melhor representa. Eu tinha ideia, sim, do que seria o show, pelo dvd, pelas músicas... enfim. Mas foi MUITO mais do que eu imaginava. Não tem sensação igual. Ver pessoalmente, bem de perto. Maria Rita cantou com alma e coração. Com emoção. Com vontade. Mostrando, realmente, a que veio. Consegue ser grandiosa e humilde, simultaneamente.

Por isso que posso afirmar que esse foi o melhor show que eu já fui na vida: eu não apenas estava na plateia, sentada, batendo palmas e curtindo uma bela apresentação. Eu estava na plateia, curtindo, prestando atenção em cada detalhe, e sentindo a música, entendendo a transmissão de cada tom! Interpretando cada frase! Logo eu, tão leiga tratando-se de música; mas muito aberta à emoção e à arte. E pra que serve a música? Pra emocionar e pra marcar nossas vidas. Maria Rita ontem deu um show, literalmente. Me fez entender, de vez, o que é boa música, o que é cantar bem, o que é agradar ao público.

Isso é ser um bom cantor: é dar um start e transpassar, sem explicar nada, o real significado da música.

Saí muito feliz do show, e muito renovada!

Agradeço, mesmo que ela nunca veja isso, de coração... pelo baita espetáculo, e pela baita lição!

Beijos a todos!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Bienvenidos.

Vamos ver se dessa vez eu consigo seguir adiante com um blog, né?

Que a verdade seja dita, escrita, gritada ou sussurrada: todo mundo precisa de alguém pra desabafar ou contar podres, chorar pitangueiras ou simplesmente... falar, falar, falar. Algumas vezes me expresso melhor escrevendo, parece que organizo melhor as ideias, e simplesmente acho a solução... ou vejo o quããão mínimo é o que eu considerava um problemão. (que fique claro que o objetivo não era rimar... juro que NÃO - rimei de novo)

Então. (de novo?)

No momento não escreverei nada, porque até fazer o blog tinha ideias saindo pelas orelhas, e agora... bom, elas realmente saíram pelas orelhas, ao que tudo indica.

Sabe-se que uma pessoa realmente está cansada quando ela quer que chegue logo a sexta-feira à noite pra poder fazer nada, descansar, ouvir uma boa música... e o que mais alegra no momento é saber que amanhã vou hibernar até 11h. E vou MESMO.

Obrigada aos que leram, e boa sorte aos que se aventurarem a acompanhar esta saga que acaba de começar.... VALENDO!

Beijotchau.